RUTA DA PEDRA E DA AUGA

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A realizar o IX Caminho de Santiago com os finalistas da nossa escola, posso dizer sem receio de ser desmentido, que na manhã de hoje percorremos o troço mais bonito dos inúmeros que fizemos até agora…

Depois de lido o pensamento do dia que dizia a dado momento “Por vezes estamos tão cansados e fartos de tudo que não queremos cumprimentar ou ver ninguém”, mas hoje, isso tornava-se impossível, porque iniciamos o percurso a descer “A Ruta da Pedra e da Auga” (em Galego como é de lei) e cruzamo-nos com inúmeros caminheiros que subiam e nos cumprimentavam, pelo que manda a regra da boa educação, fazíamos o mesmo, e indo no grupo da frente alertávamo-los que só precisavam cumprimentar mais 80 almas que desciam… O caminho com socalcos junto ao rio (motor natural que servia para colocar em funcionamento as dezenas de moinhos) que nos acompanhava veloz à esquerda, é de uma beleza deslumbrante, até porque alguns dos inúmeros moinhos encontrados, estão devidamente restaurados e têm, todos eles, nomes atribuídos. Feita a primeira dezena de km e com os telemóveis já com a bateria a meio, tal a quantidade de fotos tiradas, chegamos à zona do rio Umia que nos acompanhará também até Pontearnelas onde almoçamos. Houve quem optasse por almoçar mais cedo numa terra chamada Cabanelas…(regionalismos exacerbados, é o que é)

Iniciamos então o percurso da tarde, já sem rio por perto, mas passando por pequenas aldeias com muitos vinhedos onde se transformam as uvas Albariño, num vinho branco de qualidade (imaginem qual…). Mais à frente chegamos à praia de “O Terrón” na Ria Arousa onde caminhamos sensivelmente três km sempre junto ao mar e, atendendo à temperatura, com vontade de dar o primeiro banho do ano. Chegados ao Pavilhão, onde se situa o albergue, tivemos a grata surpresa de haver água quente e colchões para todos, bem como internet com potência de sinal suficiente para visualizar o SCB-Marítimo, o jogo mais importante da jornada que até começou muito bem, mas…a net foi falhando…e o SCB…também.

Já depois do banho tomado e enquanto no pavilhão decorria um animado jogo de futsal misto, em géneros e idades (dos 17 aos 65), umas alunas perguntaram se me podiam confidenciar algo que não estavam a gostar. Pensando que nos iam ajudar a melhorar, disse-lhes que sim…Resposta: ”Ó Stôr não é justo…já SÓ faltam dois dias…nós queremos mais. Podemos voltar a pé para Vila Verde?”. Fiquei contente pela confissão, mas triste por não poder atender ao pedido, pois as reuniões de avaliação…esperam-nos.

As donzelas descobriram também que podem emprestar pensos higiénico aos colegas, ensinando-os como melhor os usar em determinadas zonas… das sapatilhas, para não doerem os pés.

A gloriosa equipa de apoio continua a brilhar, a grande altura, com as peregrinas em particular. Tendo já realizado o Caminho a pé, e feito apoio noutros anos já conhecem pés e maleitas de cor. Neste momento dão-se ao luxo de trazer linhas de diferentes cores para furar bolhas, e qual roleta, vão rodando os tubos e perguntam às donzelas qual a cor preferida. Claro que elas atendendo a outras linhas que já têm e à cor das meias, escolhem de forma criteriosa. Há até quem fique triste por não ter bolhas e não poder aceder à última moda…

Professor Carlos Mangas

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