IX CAMINHO DE SANTIAGO (RUTA DEL MAR DE AROUSA)

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A Páscoa é uma festividade religiosa que celebra a ressurreição de Jesus. Para nós, professores da Secundária de Vila Verde, também significa (de há nove anos a esta parte) mais um Caminho de Santiago a organizar e articular com as festividades religiosas que tanto dizem a grande parte da população minhota. Isto porque, quando das celebrações pascais, os alunos já necessitam de estar em casa. Assim temos feito sempre, e a adesão a esta atividade é de tal ordem, que no corrente ano por motivos logísticos (espaços de dormida e transporte) não conseguimos levar todos os que se inscreveram. Mesmo assim, um total de 83 pessoas (65 finalistas, acompanhados de professores e equipa de apoio) vão percorrer a “Ruta del Mar de Arousa” por onde passou também, depois do seu martírio em Jerusalém por volta do ano 44, e segundo a lenda, numa barca de pedra, o corpo de Santiago a caminho de Compostela.

Iniciamo-lo ontem em (Mós) Redondela, fazendo uma primeira etapa até Pontevedra, e cinco dias depois, estamos a prever realizar a última, que liga Pádron a Santiago de Compostela. Os finalistas que nos acompanham, fazem-no pelos mais diversos motivos, que vão desde a curiosidade, a questões religiosas ou culturais, havendo até quem queira provar que…consegue, contrariando desta forma opiniões… paternais. Temos também outros que vão porque colegas, ou familiares (de outros anos) que já fizeram o Caminho lhes disseram que se não forem, vão perder a melhor experiência da sua (deles) vida. Há também um restrito grupo de professores, para além do quarteto organizador, que faz questão de nos acompanhar anualmente, sendo um suporte de auxílio enorme, e que aproveitam também para O realizar de acordo com as suas necessidades, sejam elas espirituais, culturais ou de qualquer outra índole.

Os finalistas, e consequentemente todos os participantes, serão postos à prova em diversas facetas da sua personalidade, que vão desde a capacidade de deixar para trás o supérfluo, transportando apenas o essencial, onde se inclui tudo, desde o que levamos na “mochila” e na cabeça, até às privações, e opções ao caminhar/descansar. Isto porque, vamos:

- Dormir pouco e mal, porque há quem ressone muito e bem; andar depressa ou devagar porque queremos ouvir e falar com outro alguém que tem esse ritmo; dispor-nos a comer diariamente, massa, macarrão ou esparguete, fazendo esta dieta variada de acordo com o que os nossos amigos galegos tiverem para nos oferecer a preço em conta; falar com “estranhos” que ao longo do Caminho deixam de o ser; encontrar gente das mais diversas nacionalidades e tentar perceber se o que os trouxe até cá, é o que nos trouxe a nós, ou algo completamente diferente em que nunca tínhamos pensado; ajudar/ser ajudados por alunos/professores que fora da sala de aula, até são “fixes”.

Tudo isto vai acontecer ao longo de cinco intensos dias, 24 sobre 24 h, em que vamos tentar sobreviver, conviver, aprender e ensinar, todos com todos. Dessas etapas (se as bolhas não se estenderem aos dedos das mãos) daremos conta em crónicas diárias neste jornal que também já é…veterano a acompanhar-nos no Caminho.

Professor Carlos Mangas

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